Meu nome é: Paula
Mas pode me chamar de: Pá,Paulinha,Pazinha,Ducha,Batatinha,Abóbora,Boo,Poca,A Dona,Tpm,Ouriço e Mulé
Por Thiago Freitas,Jornalista e Psicólogo dessa menina nas horas vagas,o único homem de sua vida no momento, o que convive com a mala todos os dias na redação do jornal e é um ser humano de espírito nobre por agüentar todas as loucuras e neuroses da mesma.
Eu, particularmente, largaria minha enroscada,(leia-se mãe do meu filho) e casaria com ela de olhos fechados. Sou avesso a casamentos, tenho alergias só de ouvir falar e estou me coçando por ter que escrever sobre este assunto. Mas com ela eu casaria. Só em saber que não é ciumenta, não me perguntaria aonde vou e que horas volto, estaria de bom tamanho. Um relacionamento aberto, sem muito melação. Carinhos básicos. O bom é companheirismo. E isso ela tem a oferecer. Pelo pouco que a conheço, sei que é chata, uma mala sem alça, pesada e sem rodinhas, mas companheira. Não te deixa em paz enquanto não descobrir o que te perturba (além dela própria no momento).
Embora queira ser mãe tarde, daria uma ótima babona do filho(a). Divertida, engraçada, teria paciência para brincar com os sucessores. Mas o pai gastaria fortunas em psicólogos para tratar da hiperatividade dos dois. Sem falar em chocolates, que come compulsivamente em cada intervalo que lhe cabe no jornal. E falando em gastar, gasta muito esta mulher. Consumista e alimentadora do capitalismo selvagem. Mas dá para passar, pois boa parte de seus gastos são com livros, cds e cinemas. Tudo para saciar sua sede de conhecimento. Sei que gosta de alugar filmes e que o cara assista junto para que ela possa ter com quem discutir depois sobre o assunto. Do contrario, sairia em busca de outra pessoa (homem, não tem tendência ser lésbica, por isso não discute cinema com mulheres) para discutir este e outros assuntos. Quem quiser este partido (bem remunerado) deve estar preparado para lhe dar com uma mente culta, e sedenta de conhecimento. Isso ponto é chave.
A mistura do palavreado de Jorge Amado, com a depravação de Nelson Rodrigues e a imaginação pornográfica de Aguinaldo de Castro, resulta em Paula. O melhor momento do casamento seria marcado de relações não burocráticas, sempre pré-estabilizadas por pré-liminares, descartando assim qualquer intenção, ou pensamento que corresponda a uma pré-corneação, com muita ação. De certo que, como todas as mulheres, Paulinha Chicotate tem defeitos, absolutamente perdoáveis pela sua amizade, doçura (a seu jeito, claro, pois de doce mesmo ela “parece” doce de limão), por seguirmos a mesma profissão e claro, pela sua gorda herança que a espera na saída do enterro do meu futuro sogro. Então esta é pra casar, claro!
Thiago Freitas (A única pessoa que tem lugar garantido no céu)
|